Gasolina, etanol e diesel baixaram um pouco, segundo levantamento
Gasolina, etanol e diesel param de subir em outubro de 2026; veja os preços
Foto de capa: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Por: Lucca Mendonça – Especial para FullPower
Os preços dos combustíveis começaram outubro de 2026 praticamente estáveis no Brasil, depois dos aumentos registrados em setembro. Segundo levantamento da Veloe em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), a gasolina comum apresentou recuo de 0,14%, o etanol hidratado caiu 0,09% e o diesel S-10 ficou 0,04% mais barato entre a última semana de setembro e a segunda semana de outubro.
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Abastecendo com gasolina e etanol – Foto: divulgação
Com isso, o preço médio nacional da gasolina passou de R$ 6,66 para R$ 6,65 por litro, enquanto o etanol recuou de R$ 4,23 para R$ 4,22. Já o diesel S-10 permaneceu na faixa de R$ 7,35 por litro, mesmo com a pequena variação negativa identificada pelo levantamento.
A estabilidade contrasta com o comportamento de setembro, quando o diesel S-10 acumulou alta de 6,5%, o etanol avançou 4,5% e a gasolina subiu 0,4%. Apesar da acomodação recente, o diesel continua sendo o combustível com maior encarecimento em 2026, acumulando aumento de 19,1% em relação à última semana de dezembro de 2025. A gasolina registra alta de 5,4% no mesmo intervalo, enquanto o etanol está 7% mais barato.

Gasolina – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Onde estão a gasolina e o etanol mais baratos?
Entre os estados brasileiros, de acordo com o levantamento, o Rio Grande do Sul apresentou o menor preço médio da gasolina comum na segunda semana de outubro, de R$ 6,30 por litro. Na sequência aparecem Paraíba e Santa Catarina, ambos com R$ 6,45, Minas Gerais, com R$ 6,47, e São Paulo, com R$ 6,51.

Abastecendo com gasolina – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Na outra ponta, Roraima registrou a gasolina mais cara do país, com média de R$ 7,71 por litro. Rondônia (R$ 7,40), Acre (R$ 7,32), Amazonas (R$ 7,27) e Sergipe (R$ 7,19) completam o grupo dos maiores preços. No caso do etanol, São Paulo apresentou o menor preço médio nacional, de R$ 3,96 por litro. Também aparecem entre os mais baratos Mato Grosso (R$ 4,13), Mato Grosso do Sul (R$ 4,18), Goiás (R$ 4,20) e Paraná (R$ 4,22).
Já o etanol mais caro foi encontrado em Sergipe, com média de R$ 5,44 por litro, seguido por Maranhão (R$ 5,32), Amazonas e Ceará (R$ 5,23) e Alagoas (R$ 5,10).

Etanol – Foto: reprodução/internet
Diesel S-10 continua quase 20% mais caro em 2026
Apesar da estabilidade em outubro, o diesel S-10 ainda apresenta a maior alta acumulada entre os combustíveis analisados. O preço médio nacional de R$ 7,35 por litro representa um avanço de 19,1% em relação ao encerramento de 2025. O Acre apresentou o diesel S-10 mais caro do Brasil, com média de R$ 8,07 por litro, seguido por Piauí (R$ 7,88), Mato Grosso (R$ 7,83), Amapá (R$ 7,66) e Maranhão (R$ 7,57). Os menores valores foram identificados no Rio Grande do Sul, com R$ 7,07 por litro, Rio de Janeiro e Espírito Santo, ambos com R$ 7,08, Minas Gerais (R$ 7,16) e Santa Catarina (R$ 7,18).
Etanol ou gasolina: qual compensa mais?

Etanol e gasolina – Fernando Frazão/Agência Brasil
O levantamento também mostra que o etanol continua economicamente vantajoso na média nacional, considerando a referência tradicional de 70% do preço da gasolina. Na segunda semana de outubro, a relação entre os dois combustíveis ficou em 66,6%, praticamente inalterada em comparação com os 66,5% do fim de setembro. Mato Grosso apresentou a relação mais favorável ao etanol, de 59,9%, seguido por São Paulo (60,9%), Goiás (62,9%), Mato Grosso do Sul (63,1%) e Paraná (64,2%).
Por outro lado, a gasolina apresentou maior vantagem econômica em estados como Maranhão, onde o etanol corresponde a 77,7% de seu preço, Rio Grande do Norte (75,9%), Sergipe (75,6%), Alagoas (74,3%) e Rio Grande do Sul (73,6%). Vale lembrar que a regra dos 70% é uma referência geral, e o ponto de equilíbrio pode variar conforme o consumo de cada veículo com gasolina e etanol.

(Foto: Aline Massuca/Metrópoles)
Por que os combustíveis pararam de subir?
Segundo a análise da Veloe/Fipe, a estabilidade dos preços ocorre mesmo diante das pressões sobre o mercado internacional de petróleo. Em 15 de outubro, o barril do Brent encerrou o dia cotado a US$ 105,92, em meio aos efeitos do conflito no Oriente Médio e às restrições de oferta.
O levantamento aponta que medidas adotadas pelo governo federal, como a prorrogação da desoneração tributária da gasolina e do etanol e a ampliação das subvenções ao diesel, ajudam a reduzir o impacto imediato dessas pressões sobre os preços praticados no Brasil. Ainda assim, a evolução dos preços nas próximas semanas dependerá do comportamento do petróleo no mercado internacional, do câmbio e das condições de abastecimento.
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