Elétricos e híbridos

Omoda 4 já está no Brasil, e poderá ser híbrido abaixo dos R$ 150 mil

Omoda 4 chega em 2027 e deve apostar forte no custo X benefício

Omoda 4 flagrado no Brasil - Foto: reprodução/@placaverde no Instagram
Foto de capa: reprodução/@placaverde no Instagram

Por: Lucca Mendonça – Especial para FullPower

Depois da estreia do Jaecoo 5, a dupla Omoda Jaecoo deve apostar numa categoria de modelos híbridos ainda mais baratos para o mercado brasileiro com o Omoda 4, que foi revelado na China em abril e lançado oficialmente por lá agora em outubro. Posicionado como um dos menores modelos da marca chinesa, integrante do Grupo Chery, ele inclusive já roda no Brasil em testes, conforme flagra publicado no perfil @placaverde no Instagram. Expectativa de lançamento por aqui? Ainda no primeiro semestre de 2027, caso não ocorram atrasos no cronograma.

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Como é o Omoda 4?

Com linhas mais arrojadas, o Omoda 4 já bebe de uma fonte de design mais próxima do irmão maior, o Omoda 5, vendido no Brasil há mais de 1 ano. É cheio de vincos, cantos vivos e linhas arrojadas, seguindo uma linha diferente dos Jaecoo, que são mais limpos, minimalistas e retilíneos. Por dentro, aposta na fórmula tradicional dos SUVs chineses, com console central alto, painel limpo com linhas horizontais, telas grandes e poucos botões.

Falamos de um carro com porte não muito distante de um Jeep Compass. Ou seja, cerca de 4,4 m de comprimento, 1,87 m de largura, 1,57 m de altura e distância entre-eixos de 2,70 m (um T-Cross mede 2,65 m, para efeito de comparação). Noutros mercados, onde existe como Omoda O4, ele tem cerca de 380 litros de capacidade do porta-malas, além de uma variante 100% elétrica, que não é cotada para estrear no Brasil num primeiro momento.

Omoda 4 – Foto: divulgação

Primeiro, híbrido

Falando em motorização, o Omoda 4 que devemos conhecer será, de início, híbrido convencional (HEV), num pacote bastante similar ao do Jaecoo 5 que estreou por aqui recentemente. Ele une motor 1.5 turbo sob o capô (que, dependendo do desenvolvimento, pode até nascer flex), com potência na casa dos 135 cv e torque de 20,4 mkgf, aliado a um motor elétrico dianteiro, de outros pouco mais de 200 cv e 31 mkgf. No pacote ainda há uma pequena bateria de tração, com cerca de 1,8 kWh de capacidade, e o conjunto deve render números não muito diferentes dos 224 cv de potência com 30,1 mkgf de torque do Jaecoo 5.

Na ocasião da sua apresentação inicial, no começo do ano na China, o Omoda 4 em versão a combustão não foi descartado pelos executivos do Grupo Chery, principalmente para abastecer mercados de exportação, e conseguir um preço básico mais acessível. Além disso, há a variante totalmente elétrica, com seus 218 cv de potência, 28 mkgf de torque e autonomia superior a 550 km (ciclo NEDC chinês). Em todas elas, é comum o refinamento das suspensões independentes nas quatro rodas, com eixo traseiro multilink, bem como todos os freios a disco.

Bem recheado

Dentre os equipamentos, embora seja um SUV de entrada, o Omoda 4 pode trazer rodas aro 18, tampa do porta-malas elétrica, teto-solar panorâmico, bancos dianteiros com ajustes elétricos e ventilação, iluminação ambiente em LED, iluminação full-LED, pacote ADAS bem servido (até 18 funções), multimídia de 13,2 pol. com conexões sem fio, carregador sem fio de 50 Watts, comandos de voz inteligentes com IA, entre outros luxos. Esses itens, claro, fazem parte do pacote mais completo oferecido mundo afora, mas é possível que ele chegue mais simples por aqui, para conseguir um preço mais atraente.

Omoda 4 – Foto: divulgação

Pode incomodar compactos

Falando nisso, a grande expectativa é ter o Omoda 4 no mercado brasileiro em 2027 por cifras ao redor dos R$ 150 mil, como uma das opções híbridas mais baratas do mercado, peitando o BYD Atto 2, Leapmotor B10 REEV e afins. Além disso, claro, ele tende a cutucar SUVs compactos queridinhos, com VW T-Cross, Hyundai Creta, Chevrolet Tracker, e até mesmo versões mais caras de Fiat Pulse, VW Tera e Renault Kardian, dependendo.

Omoda 4 – Foto: divulgação