Elétricos e híbridos

BYD Dolphin GT já está no Brasil e pode custar preço de Polo e HB20

Depois do elétrico, vem aí o híbrido plug-in: eis o BYD Dolphin GT

BYD Dolphin GT - Foto: divulgação

Por: Lucca Mendonça – Especial para FullPower

O BYD Dolphin GT poderá ser uma das próximas novidades da fabricante chinesa no Brasil. Conhecido oficialmente como Dolphin G DM-i na Europa, o hatch híbrido plug-in já circula em testes por aqui, conforme flagras publicados pelo perfil @placaverde no Instagram. Além disso, segundo apuração do jornalista Jorge Moraes, da CNN Brasil, o modelo deverá adotar o nome Dolphin GT em nosso mercado. Na Europa, ele é o Dolphin G DM-I. Ainda sem lançamento oficialmente confirmado, ele poderá ocupar uma posição abaixo do Atto 2 híbrido, atualmente oferecido a partir de R$ 149.990, tornando-se o carro híbrido mais barato do país.

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A novidade faz parte da estratégia de expansão da BYD no segmento de híbridos plug-in, que permitem rodar utilizando apenas eletricidade, mas também contam com motor a combustão. No caso do BYD Dolphin GT, a proposta é oferecer um hatch compacto com autonomia superior a 1.000 km, sem depender exclusivamente de tomadas para viagens mais longas.

BYD Dolphin GT, híbrido plug-in – Foto: divulgação

Apesar do nome, o BYD Dolphin GT não é simplesmente uma versão híbrida do Dolphin elétrico comercializado no Brasil. Na prática, trata-se de outro projeto, com diferenças importantes na carroceria, plataforma, dimensões, acabamento e conjunto mecânico. Até mesmo o estilo é diferente, embora ambos compartilhem algumas características visuais.

BYD Dolphin GT tem visual diferente do elétrico

BYD Dolphin GT, híbrido plug-in – Foto: divulgação

O BYD Dolphin GT aposta em um desenho mais convencional que o do Dolphin elétrico. A dianteira tem faróis estreitos, capô relativamente curto e linhas horizontalizadas, enquanto o para-choque apresenta entradas de ar e elementos que dão aparência mais esportiva ao conjunto. Nas laterais, o hatch utiliza rodas de desenho elaborado, pneus de perfil mais baixo e uma linha de cintura elevada. As superfícies envidraçadas se estendem até a região traseira, criando a impressão de teto flutuante.

Já a traseira traz lanternas horizontais e para-choque com desenho próprio. O interior também segue outro caminho. Em vez das formas mais arredondadas e abstratas do Dolphin elétrico, o híbrido utiliza um painel com linhas mais tradicionais, console central elevado e outros comandos.

BYD Dolphin GT, híbrido plug-in – Foto: divulgação

Nas dimensões, o BYD Dolphin GT mede 4,16 metros de comprimento, contra 4,12 metros do Dolphin GS elétrico. A largura também é maior, chegando a 1,82 metro, enquanto o modelo vendido atualmente no Brasil tem 1,77 metro. Por outro lado, o entre-eixos é menor: são 2,61 metros no híbrido, ante 2,70 metros no elétrico. A altura fica próxima de 1,57 metro. Outra diferença importante aparece no porta-malas, que comporta 425 litros no Dolphin GT, contra 345 litros declarados para o Dolphin GS.

BYD Dolphin GT, híbrido plug-in – Foto: divulgação

Motor híbrido permite mais de 1.000 km de autonomia

O principal diferencial do BYD Dolphin GT está debaixo do capô. Na configuração europeia, o hatch utiliza um motor 1.5 16V aspirado a gasolina, com potência próxima de 100 cv e torque de 12,5 kgfm, trabalhando em conjunto com um propulsor elétrico dianteiro de 163 cv e 21,5 kgfm. A transmissão é automática, específica para sistemas híbridos, e a tração acontece pelas rodas dianteiras. Segundo a BYD, o conjunto permite acelerar de 0 a 100 km/h em 8,3 segundos, enquanto a velocidade máxima chega aos 180 km/h.

BYD Dolphin GT, híbrido plug-in – Foto: divulgação

O sistema híbrido plug-in permite que o motorista utilize o carro exclusivamente com eletricidade durante parte dos deslocamentos. Quando necessário, o motor a combustão entra em funcionamento, ampliando a autonomia e reduzindo a dependência de pontos de recarga. Na Europa, o BYD Dolphin GT oferece duas capacidades de bateria: 7,4 kWh nas configurações de entrada e 18,3 kWh nas mais completas. A menor proporciona até 40 km de autonomia elétrica, enquanto a maior permite percorrer até 105 km sem consumir gasolina, conforme o ciclo europeu WLTP.

BYD Dolphin GT, híbrido plug-in – Foto: divulgação

Combinando a bateria maior com o tanque de combustível de 42 litros, a fabricante anuncia autonomia total de até 1.040 km. Para comparação, o Dolphin GS elétrico comercializado no Brasil oferece alcance de 291 km por carga, segundo o Inmetro.

BYD Dolphin GT poderá ter motor flex no Brasil

BYD Dolphin GT, híbrido plug-in – Foto: divulgação

Outra possibilidade para o BYD Dolphin GT nacional é a adoção de um conjunto híbrido flex, capaz de funcionar com gasolina ou etanol. A fabricante já utiliza essa tecnologia no Atto 2 híbrido plug-in destinado ao mercado brasileiro, o que abre caminho para sua aplicação no hatch. Entretanto, ainda não há confirmação sobre qual motorização será oferecida por aqui. O modelo também poderá receber baterias diferentes das utilizadas na Europa, incluindo uma opção intermediária, semelhante à de 12,9 kWh empregada no Song Pro. Na configuração europeia com bateria maior, o Dolphin GT aceita recargas rápidas em corrente contínua de até 39 kW. Segundo a BYD, é possível recuperar 70% da carga em aproximadamente 26 minutos.

Equipamentos e versões

BYD Dolphin GT, híbrido plug-in – Foto: divulgação

O BYD Dolphin GT também se destaca pelo pacote tecnológico. Na Europa, o hatch oferece painel digital de 8,8 polegadas, central multimídia com serviços do Google, incluindo Maps, Assistente de Voz e Play Store, além de teto solar panorâmico e retrovisor interno eletrocrômico. O pacote de segurança contempla diferentes assistentes de condução, reunidos no sistema ADAS. Dependendo da configuração, há recursos de auxílio à direção, monitoramento do tráfego e prevenção de acidentes.

 

Por lá, a gama é dividida em quatro versões: Active, Boost, Comfort e Sport. Cada uma apresenta diferenças na capacidade da bateria, nos equipamentos e no acabamento. Ainda não se sabe quais desses recursos serão mantidos no modelo destinado ao Brasil, tampouco quantas versões serão comercializadas.

Quando chega ao Brasil?

Os registros do BYD Dolphin GT circulando em território brasileiro indicam que o modelo já está passando por avaliações locais. Entretanto, a presença de unidades de testes não significa necessariamente que o lançamento esteja próximo. A expectativa é que a novidade possa integrar a linha brasileira em 2027, ampliando a oferta de híbridos plug-in da fabricante. O posicionamento comercial será particularmente importante, já que o Atto 2 híbrido parte de aproximadamente R$ 150 mil.

Caso a BYD consiga oferecer o Dolphin GT abaixo desse valor, o hatch terá condições de disputar o posto de híbrido mais acessível do Brasil, além de representar uma alternativa para quem procura um compacto eletrificado, mas ainda não pretende depender exclusivamente de recargas externas. Por enquanto, preços, versões, motorização nacional e data de lançamento permanecem sem confirmação oficial.