Elétricos e híbridos

Aston Martin Valhalla Spider te deixa viajar a 350 km/h sem teto

Já imaginou viajar a 350 km/h com a capota aberta? Pois saiba que no Aston Martin Valhalla Spider, é possível

Aston Martin Valhalla Spider - Foto: divulgação

Por: Lucca Mendonça – Especial para FullPower

O Aston Martin Valhalla Spider é a mais nova versão do superesportivo híbrido da fabricante britânica, agora com carroceria conversível e capacidade de atingir 350 km/h mesmo sem a capota. Equipado com um motor V8 biturbo auxiliado por três propulsores elétricos, o modelo entrega 1.079 cv de potência e 112,2 kgfm de torque. Ainda sem preços divulgados, o novo integrante da família Valhalla terá suas primeiras entregas realizadas no terceiro trimestre de 2027.

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Aston Martin Valhalla Spider – Foto: divulgação

Apresentado após o lançamento do Valhalla Coupé, o Spider é o primeiro supercarro de produção da Aston Martin a combinar motor central e teto removível. A novidade também assume o posto de conversível mais rápido já produzido pela fabricante, preservando boa parte da estrutura e dos componentes mecânicos utilizados na configuração fechada. O modelo foi desenvolvido com participação da Aston Martin Performance Technologies (AMPT), divisão de engenharia ligada à equipe de Fórmula 1 da marca, responsável por soluções estruturais e aerodinâmicas aplicadas ao superesportivo.

Aston Martin Valhalla Spider – Foto: divulgação

Aston Martin Valhalla Spider tem três opções de cobertura

Uma das principais particularidades do Aston Martin Valhalla Spider está no sistema de capota. Diferentemente de conversíveis tradicionais, que utilizam mecanismos elétricos para recolher o teto, o superesportivo conta com uma cobertura removível de tecido preto, fornecida de série, que pode ser guardada dentro do próprio veículo.

Aston Martin Valhalla Spider – Foto: divulgação

Com essa capota instalada, a velocidade máxima permitida é de 200 km/h. Para quem deseja explorar todo o desempenho do conjunto mecânico mesmo com o habitáculo fechado, a Aston Martin oferece uma segunda opção: um teto rígido de fibra de carbono, vendido como opcional, que permite atingir os 350 km/h limitados eletronicamente. Curiosamente, a velocidade máxima também pode ser alcançada com o teto completamente removido. Para isso, a fabricante desenvolveu um defletor de vento específico, instalado após a retirada da cobertura, que direciona o fluxo de ar por cima dos ocupantes e ajuda a preservar o funcionamento da aerodinâmica.

Aston Martin Valhalla Spider – Foto: divulgação

O componente também conduz parte do ar para a tomada de admissão posicionada acima do habitáculo, conhecida como snorkel. No Aston Martin Valhalla Spider, essa peça recebeu um novo desenho e ficou 35 mm mais alta em relação à utilizada no Coupé. Quando não está em uso, o defletor pode ser dobrado em três partes e armazenado em compartimentos de 15 litros nas soleiras.

V8 biturbo e três motores elétricos

Aston Martin Valhalla Spider – Foto: divulgação

O conjunto mecânico do Aston Martin Valhalla Spider é compartilhado com a versão Coupé. Trata-se de um sistema híbrido plug-in (PHEV), formado por um motor V8 4.0 biturbo a gasolina e três motores elétricos, alimentados por uma bateria de alta tensão de 6,1 kWh, com arquitetura elétrica de 400 V e potência de recarga de 150 kW.

Sozinho, o propulsor a combustão desenvolve 828 cv de potência, enquanto os motores elétricos acrescentam outros 251 cv. A potência combinada chega aos 1.079 cv, acompanhados por torque máximo de 112,2 kgfm. Segundo a Aston Martin, o V8 apresenta potência específica de 207 cv por litro, a maior já alcançada por um motor a combustão da fabricante.

Aston Martin Valhalla Spider – Foto: divulgação

Dois dos motores elétricos movimentam as rodas dianteiras do Aston Martin Valhalla Spider, por meio de uma unidade de acionamento elétrico instalada centralmente no eixo. O conjunto também conta com vetorização de torque, capaz de distribuir a força entre as rodas para melhorar a estabilidade e a agilidade nas curvas. O terceiro motor elétrico está integrado à transmissão automatizada de dupla embreagem e oito marchas, desenvolvida especificamente para o Valhalla, que também incorpora diferencial eletrônico e sistema de marcha à ré por acionamento elétrico.

Dessa forma, o Aston Martin Valhalla Spider oferece tração integral sem uma ligação mecânica convencional entre os eixos. A distribuição de potência é administrada eletronicamente pelo sistema Integrated Vehicle Dynamics Control (IVC), que também coordena suspensão, direção, freios e aerodinâmica ativa. Com todo esse aparato, o esportivo acelera de 0 a 100 km/h em apenas 2,5 segundos e alcança 350 km/h de velocidade máxima, com limitador eletrônico. São quatro modos de condução disponíveis, com calibrações específicas para diferentes situações de utilização, desde trajetos em vias públicas até a condução em circuitos.

Aston Martin Valhalla Spider – Foto: divulgação

Aerodinâmica de Fórmula 1

Apesar da ausência de um teto fixo, o Aston Martin Valhalla Spider mantém a estrutura monocoque de fibra de carbono desenvolvida para o Coupé. A construção utiliza técnicas de moldagem e processamento de materiais compostos derivadas da Fórmula 1, com o objetivo de combinar baixo peso e elevada rigidez estrutural.

Aston Martin Valhalla Spider – Foto: divulgação

O sistema de aerodinâmica ativa também foi preservado, embora tenha recebido ajustes para compensar as diferenças provocadas pela carroceria aberta. Elementos móveis na dianteira e na traseira alteram continuamente o fluxo de ar, permitindo aumentar a pressão aerodinâmica sobre o veículo ou reduzir a resistência ao avanço, conforme a velocidade e o modo de condução selecionado.

Aston Martin Valhalla Spider – Foto: divulgação

De acordo com a fabricante, o conjunto é capaz de produzir mais de 600 kg de carga aerodinâmica a 240 km/h, com o modo Race selecionado e o teto instalado. O controle eletrônico de estabilidade também recebeu uma calibração própria para o Aston Martin Valhalla Spider, considerando as mudanças no comportamento do fluxo de ar quando o veículo circula sem capota. As portas de fibra de carbono continuam utilizando abertura diédrica, com movimento para cima e para fora, mas receberam ajustes para facilitar o acesso ao habitáculo. Os vidros agora não possuem molduras, enquanto a curvatura superior foi ligeiramente modificada.

No interior, o conversível traz de série novos bancos Touring com estrutura de fibra de carbono, desenvolvidos para oferecer mais conforto e facilitar a entrada e saída dos ocupantes. Quem preferir uma configuração mais voltada à condução esportiva poderá escolher, sem custo adicional, os bancos originais do Valhalla Coupé.